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Rigor na venda de carnes é tema de reunião entre vereadores e donos de açougue

  • 23/10/2018
  • Francisco Junior

Os trabalhadores do segmento pedem flexibilização de certos itens da legislação, sob pena de inviabilizar a atividade


Os açougues e fiambrerias, desde junho deste ano, tem que se adequar as novas exigências para comercialização de produtos de origem animal. Para tratar sobre o assunto, alguns vereadores chamaram os proprietários de estabelecimentos da área para uma reunião, que aconteceu na terça-feira, 23/10, no legislativo soledadense.

Entre as principais mudanças está a divisão de açougues e fiambrerias nas categorias AI e AII. Para ambas não é permitida a industrialização de carnes, como produção de linguiças, bifes temperados, bem como impede a venda de produtos congelados como resfriados, entre outros itens. Todas as normativas estão regulamentadas pelo Decreto Estadual nº 53.304/16.

Aqueles estabelecimentos enquadrados como AI, deverão ter uma sala refrigerada até 10º C e um profissional técnico treinado para fatiar fiambres e manipular a carne na hora para entregar ao consumidor. Já os AII só podem vender produtos que vem embalados da indústria.

Alguns pontos que constam nesta legislação não agradaram os trabalhadores do segmento, que alegam inviabilizar a atividade. De acordo com o vereador Eduardo Tatim, os proprietários de açougues pedem que haja uma flexibilização de certos itens. “Entendemos suas angústias e vamos unir forças para reivindicar estas mudanças”, salientou.

A médica veterinária, Nadiane Bertolini, da Vigilância Sanitária Municipal, participou da reunião. “As alterações visam maior segurança alimentar para o consumidor, porém entendo que deve haver bom senso e rever alguns itens para que possam trabalhar mais tranquilamente, mas sempre dentro da lei, com cuidado na manipulação, higiene, limpeza e procedência dos produtos”, ressaltou.

Entre os encaminhamentos do encontro, se formou uma comissão que deverá trabalhar o assunto e reivindicar junto aos deputados e governo as mudanças. A situação também será discutida em nível regional, por intermédio da Associação de Vereadores do Alto da Serra do Botucaraí (AVASB), em reunião a ser agendada em breve.

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